Sede do Sindicato dos Jornalistas de Alagoas
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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal) e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) manifestam seu total repúdio à declaração pública, postada em uma rede social, pelo Sr. Márcio Guedes, procurador de estado, referindo-se aos jornalistas alagoanos como “vagabundos”.

De forma acintosa, irresponsável, odiosa e desnecessária, como quem procura holofotes a todo custo, o referido cidadão – que é também graduado em jornalismo – tenta desqualificar o trabalho da imprensa, desrespeitando de forma generalizada, toda uma categoria, com a afirmativa postada no seu perfil, no Facebook: “Estou dizendo. Já disse e os vagabundos dos jornalistas alagoanos não querem ouvir. Pinheiro é a Mariana e Brumadinho de AL”.

Sua declaração açodada configura um dano moral coletivo a todos os jornalistas do nosso estado. Chamar a todos de ‘vagabundos’, de forma generalizada, traz em si elementos que podem configurar crime de injúria e difamação. E nada – nem a sua condição de jurista – dá ao Sr. Guedes o direito de atacar dessa forma toda uma categoria.

Sem entrar no mérito sobre a gravidade e as diversas hipóteses em relação ao que acontece hoje no bairro do Pinheiro, em Maceió, os jornalistas alagoanos têm cumprido papel importante nesse processo, como porta voz da população na busca de explicações e ações do poder público, no sentido de adotar as medidas cabíveis de proteção e amparo às famílias envolvidas no drama vivido no bairro, e de cobrar investigação, respostas e identificação das causas e dos causadores do problema.

Se existem culpados nessa história – e deve existir – as investigações vão apontar e, com toda certeza, não é a imprensa. A esta cumpre o dever de informar. E diferente de quem prefere atirar pedras e fazer prejulgamentos, usando de maneira irresponsável e leviana o direito à liberdade de expressão, com ares de dono da verdade absoluta, os verdadeiros jornalistas trabalham na cobertura dos fatos, checando informações e ouvindo fontes de todos os lados da questão – a população, representantes do setor público, especialistas – sempre respeitando os limites da responsabilidade e da ética no exercício profissional.

É inaceitável que um ser humano, diante do drama e sofrimento vividos por centenas de famílias, busque, simplesmente, de forma egoísta, garantir sua notoriedade pessoal. É ainda mais triste e bizarro presenciar que tal atitude parte de alguém com função pública e formação jornalística.

Pior, ao invés de se retratar, após as reações nas redes sociais, o jurista preferiu reeditar sua postagem, e tentar fazer de conta que não foi bem isso que publicou. O Sindjornal tem o ‘print’ da postagem inicial. E não vai aceitar calado os ataques desferidos contra os jornalistas alagoanos.

Nossa categoria merece respeito e estamos vigilantes em defesa do Jornalismo e dos Jornalistas

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal)

Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)

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