Folha de Londrina demitiu quatro funcionários com reconhecida qualidade profissional sem justa causa

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná e a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) vêm a público repudiar as demissões sem justa causa que aconteceram nos últimos dias no jornal Folha de Londrina. A entidade também se solidariza com os quatro profissionais dispensados (um editor de esportes, uma repórter de economia, uma repórter de cultura e uma diagramadora).

A demissão coletiva promovida afronta os fundamentos da República Federativa do Brasil, previstos na Constituição Federal (CF/88), que são de obrigatória observância pela instituição de comunicação, notadamente o da dignidade da pessoa humana (Art. 1º, inciso III, da CF); dos valores sociais do trabalho (Art. 1º, inciso IV, da CF); da valorização do trabalho humano (Art. 170, caput, da CF); da proibição de dispensa arbitrária ou sem justa causa (Art. 7º, inciso I, da CF), da função social da propriedade (Art. 170, III, da CF); e do primado do trabalho (Art. 193, da CF).

Os prejuízos decorrentes das demissões coletivas extrapolam os limites individuais de cada profissional demitido, pois também atingem suas famílias, o mercado de trabalho e a sociedade como um todo, visto que uma imprensa forte depende de profissionais capacitados e bem remunerados, com garantia de estabilidade de emprego.
Ao diminuir o quadro de funcionários, a redação do jornal se fragiliza por sobrecarregar os funcionários remanescentes, uma vez que ocorre a dispensa de profissionais já treinados e ajustados ao ambiente da empresa, além de desorganizar e desestabilizar a elaboração do produto principal de uma empresa de comunicação, que é a informação.

Ao dispensar profissionais extremamente capacitados e de caráter e ética ilibada, a empresa destrói qualquer plano de construção de uma carreira na empresa. Não é a primeira vez que a prática da demissão em massa é adotada e disfarçadamente executada em dias diferentes para mascarar dispositivo de proteção contra o previsto em convenção coletiva.

Neste momento em que prossegue o desmonte dos direitos dos trabalhadores – desde a reforma trabalhista –, o Sindijor conclama todos os jornalistas a se unirem e a fortalecerem a organização coletiva, pois é a única maneira de enfrentarmos esse claro ataque ao trabalho e à justa remuneração.

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Norte do Paraná
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