
E nossos colegas do Grupo Folha de Londrina, com sede em Londrina no Norte do Paraná, passam mais um Natal sem décimo terceiro.
O veículo de comunicação, que tem como superintendente Nicolás Mejía, comemorou 77 anos em novembro e segue pagando os salários de seus colaboradores – pasmem! – em três a quatro parcelas mensais. “Mês passado, o salário veio em quatro parcelas. Este mês, em duas” comentam.
Ah, e o décimo terceiro deste ano? Ninguém sabe, ninguém viu! “Este ano não recebemos e o do ano passado foram pagas duas parcelas que não chegam a um terço do valor devido. E assim seguimos para 2026, sem perspectivas.”
Desde 2019, o décimo terceiro salário dos trabalhadores da Folha de Londrina é diluído em suaves prestações, entre um a dois anos após a o mês de dezembro em que devia ser pago.
Além disso, nos holerites dos profissionais, é listado o “pagamento” do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas o dinheiro segue sem ser depositado nas contas do Fundo desde janeiro de 2022.
Fora do conhecimento da justiça, a Folha de Londrina celebrou acordos diretos com funcionários. Os mesmos que, por consideração à empresa, optaram por essa modalidade de acordo, amargam atrasos nas infindáveis parcelas. Há relatos de atrasos de dois a três meses nos pagamentos das parcelas. Quem firmou o acordo na justiça também alega atrasos.
Enquanto isso, Nicolás Mejía, que se apresenta nas redes sociais como CEO do Grupo Folha de Londrina, Presidente da FENAJORE e vice-presidente do Fórum Desenvolve Londrina, segue participando de importantes eventos sociais, sempre enaltecendo sua trajetória como executivo, com experiência internacional.
No último dia 10 de dezembro, aniversário de Londrina, Nicolás posou para as fotos ao lado do prefeito Tiago Amaral e outras autoridades durante o evento que anunciou a instalação e o funcionamento do ILS no Aeroporto de Londrina.
Viajar de avião e férias – também pagas com atraso, aliás – definitivamente não estão nos planos dos colaboradores da Folha de Londrina, incluindo os funcionários da MultiTV, canal no YouTube e do Portal Bonde. Por lá, cada mês, no que se refere ao salário e aos recolhimentos, é uma amarga surpresa.
Vale lembrar que Nicolás Mejía tem o controle total da Folha de Londrina após alteração contratual da empresa, realizada em 1º de setembro de 2019, demonstrando que ele, como sócio, adquiriu 122 mil cotas da sócia Alessandra Andrade Vieira, passando a controlar 246,5 mil cotas. Alessandra é filha do ex-presidente do Bamerindus José Eduardo Vieira, que esteve no controle da Folha de Londrina até sua morte, há dez anos.

